A comunidade de desenvolvimento gestor de janelas Compiz está a atravessar uma grande fase de reorganização, vai permitir convergir ramos díspares do projecto e ajuda-lo a superar sua recente falta de direcção.
O Compiz é o responsável por trazer ricos efeitos visuais tais como a rotação em cubo, transparência e sombras para o desktop Linux. Inclui um poderoso motor que impulsiona a aceleração por hardware de gráficos 3D e as funcionalidades mais recentes do Xorg. É distribuído com várias distribuições populares Linux e é extremamente popular entre os mais entusiastas.
O projecto inicialmente começou na Novell como o trabalho de David Reveman, mas continuou a ser desenvolvido por uma comunidade de programadores independentes que estavam insatisfeitos com a forma como estava a ser gerida pela Novell.
Reveman deixou o Compiz sem qualquer liderança ou direcção. Vários entusiastas mais activos começaram a fazer mudanças a nível de arquitectura do Compiz fora do projecto. Esta fragmentação enfraqueceu o projecto e criou uma série de incertezas sobre como ele iria avançar. Em resposta a estas questões, progaramador Kristian Lyngstol colocou em Dezembro uma mensagem na mailing list do Compiz exortando a comunidade a se unir e construir um consenso em torno de uma nova direcção, consolidar o seu desenvolvimento, ferramentas, e melhorar a documentação técnica a fim de se tornar mais acessivel aos novos colaboradores.
Os programadores do participaram em várias conferências telefónicas, a fim de abordar as questões levantadas pelo Lyngstol. Fizeram várias decisões importantes que foram anunciados num post da mailing list. O projecto será conduzido em conjunto pelos membros da comunidade e pelo seu novo conselho, composto de cinco membros-chave da comunidade Compiz, que têm definido uma direcção que permitirá que o projecto avance.
A distinção entre algo arbitrária Compiz e Compiz Fusion será completamente abandonada. O projecto será simplesmente chamado Compiz e todas as infra-estruturas do desenvolvimento – tais como sistemas de bug mailing lists irão converger. Eles também estão a planear lançar a versão 0,8 que irá incluir os últimos componentes estáveis.
O novo plano é ambicioso, mas muito promissor. Compiz está-se a tornar uma parte importante do desktop Linux e tem potencial para trazer grande riqueza estética e melhoria da usabilidade para a plataforma. A falta de ímpeto no projeto nos últimos meses tem sido muito preocupante e os renovados esforços no sentido de romper com a actual estagnação são um bom sinal de que os programadores ainda estão empenhados em fazer o Compiz brilhar.



















